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  • Ronaldo Pedrosa

Revista SUCESSO


Trabalho. Essa é a palavra que melhor reflete a vida de Ronaldo Pedrosa, empresário que chegou da Paraíba a Mauá e, por meio de muito esforço e trabalho duro, conseguiu crescer e se estabelecer profissionalmente e pessoalmente. Hoje, ele é o fundador e comandante do grupo R Pedrosa, empresa que atua no segmento de portaria e limpeza, prestando serviços para empresas de Mauá e de algumas cidades do interior, além de ser o orgulhoso pai de cinco filhos e avô de uma neta.

Nascido em Nazarezinho, cidade do sertão paraibano a cerca de 470 km da capital do Estado, João Pessoa, Pedrosa aprendeu desde cedo a importância de garantir o sustento de toda a família. Terceiro entre os dez filhos do agricultor Francisco Mendes – que até hoje trabalha no cultivo de cana – e de Marilza Mendes Pedrosa, Ronaldo demonstra muito orgulho de suas origens e raízes no pequeno município localizado no oeste paraibano, quase na divisa com o Ceará, e que hoje possui pouco mais de 7 mil habitantes.

Lá, ele ajudava a família no cultivo de algodão e cana de açúcar para a fabricação de rapadura, as duas principais fontes de trabalho na região. Além disso, Ronaldo se recorda que, apesar de contribuir com a família trabalhando, seu pai sempre incentivou que os filhos estudassem, em busca de uma condição de vida melhor.

“Meu pai apoiava quem quisesse vir para a cidade e estudar. Mas quem não quisesse tinha que ir para a roça trabalhar. Não tinha moleza”, relembra o hoje empresário, que não deixa de destacar a importância que seu progenitor teve em sua vida. “Sempre compartilhei (o conceito de) a responsabilidade que aprendi com meu pai, um senhor de uma cultura bem rígida. Tiro proveito e tento passar aos meus filhos o que aprendi com meu pai e o orgulho que tenho dele e do que nos passou”.

Assim, com um desejo de crescer na vida, Nazarezinho acabou ficando pequeno para ele. Foi então que, aos 18 anos, um jovem Ronaldo decidiu ir até a cidade de Sousa, a aproximadamente 35 km de sua terra natal, de onde pegou um ônibus em direção à São Paulo. Mal sabia ele que aquela viagem mudaria a sua vida e abriria portas para que seus irmãos também pudessem ter a mesma chance no futuro.

A chegada e a vida em Mauá

Contando com o apoio de seus pais para estudar e seguir crescendo na vida, em 1987, quando tinha completado 18 anos, Ronaldo Pedrosa decidiu buscar novas oportunidades. O destino, assim como o de muitos nordestinos, era São Paulo, Estado mais rico do país e onde, teoricamente, haveria as melhores oportunidades. Porém, o jovem paraibano não iria morar na capital e sim em uma cidade da região metropolitana. Foi assim que Pedrosa chegou a Mauá, onde iria morar com seu tio, Manoel Mendes Luiz, irmão de seu pai, no Parque São Vicente. Dali em diante, a vida do garoto vindo do sertão paraibano iria deslanchar.

Após se instalar na casa de seu tio, comerciante no bairro, Ronaldo começou a trabalhar auxiliando-o até conseguir seu primeiro emprego com carteira assinada, na antiga empresa Alcan, em 1988. Ainda assim, sempre que tinha uma folga, ele fazia questão de seguir ajudando seu tio Manoel nos afazeres de seu estabelecimento. Na mesma época, Pedrosa conheceu Elza, com quem se casaria no ano seguinte.

Aliás, o ano de 1989 trouxe inúmeras novidades positivas para Ronaldo. Além do casamento com Elza, ele pôde celebrar o nascimento de sua primeira filha, Tatiane, e mudou de emprego, passando a atuar na Metalúrgica Jardim. Assim, ele deixou a casa do tio e mudou-se para um pequeno cômodo com a esposa e a filha recém-nascida ainda no Parque São Vicente.

No início da década de 1990, Pedrosa conseguiu estabilidade profissional, fato que contribuiu para o sustento de sua esposa e filha. Em 1991, Pedrosa comemorou o crescimento de sua família, com o nascimento de mais uma filha, Tanine. Entretanto, ele viria a passar por um grande susto: após desenvolver um sério problema de coluna, ocasionado por hérnias de disco oriundas dos esforços diários, Ronaldo ouviu de um médico que uma cirurgia era o único caminho para que ele pudesse corrigir a enfermidade e que, depois disso, ele precisaria passar por uma perícia no INSS que, provavelmente, iria aposentá-lo por invalidez.

Mas com duas filhas pequenas para sustentar e ainda em busca de construir a casa própria, Pedrosa recusou a opção e tratou de iniciar seu tratamento à base de medicamentos. A decisão acabou se mostrando a melhor para sua família, já que quatro anos depois, em 1995, além de celebrar a vinda ao mundo de mais uma herdeira – Taisa – ele conseguiu comprar o terreno onde construiu sua casa, para onde se mudou definitivamente no ano seguinte. Na mesma época, Ronaldo também deixou o quadro de funcionários da Metalúrgica Jardim e foi exercer a função de porteiro.

Na mesma época, ele já buscava ajudar a quem pudesse, algo do qual sempre teve muito orgulho. “A minha responsabilidade era tão grande que o departamento de Recursos Humanos da Metalúrgica Jardim me ligava e diziam ‘Ronaldo, temos tantas oportunidades de emprego. Põe quem você quiser’. E eu tinha vontade de ajudar as pessoas já naquele período. E hoje tem muitas pessoas que dão depoimentos sobre esse trabalho realizado lá atrás”, contou orgulhoso.

Na segunda metade da década de 1990, Pedrosa experimentou o crescimento, tanto em âmbito familiar, com o nascimento de mais dois filhos – Harrison (1996) e Juan (1999) – quanto profissional. Na empresa onde trabalhava, ele rapidamente evoluiu de cargos, passando de porteiro a porteiro líder, depois supervisor e diretor até chegar à coordenadoria do departamento pessoal, onde passou a ter contato direto com vários clientes.

E depois desta evolução, Ronaldo Pedrosa decidiu dar um grande passo ao fundar o grupo R Pedrosa, empresa que atua no segmento de portaria e limpeza, estando presente em Mauá – onde presta serviços ao polo industrial do Sertãozinho, e que visa manter um ritmo de crescimento que possa levá-la a expandir-se para outras regiões, como já vem acontecendo.

“O grupo R Pedrosa é hoje uma empresa conceituada, que tem estrutura, e nossa vontade é de avançar, gerar empregos e crescer. Hoje não estamos só em Mauá, mas também no interior, na região de Caçapava e São José dos Campos e estamos expandindo para Santo André. Mas não vamos parar por aqui. Hoje meus filhos estão preparados para cuidar da empresa”, pontuou.

Já em âmbito pessoal, Ronaldo não poderia estar mais orgulhoso da família que construiu ao lado da esposa Elza. Como o próprio empresário já disse, ele sempre buscou transmitir aos seus filhos bons ensinamentos como simplicidade, humildade e honestidade. E hoje, com todos os herdeiros já adultos, ele acredita ter desempenhado um bom papel na criação dos filhos.

Vice-presidente do polo industrial ACIBAM

Com sua empresa consolidada e prestando serviços para diversas indústrias da cidade, Ronaldo Pedrosa acabou chamando a atenção do empresariado mauaense em 2018. Graças à relevância da R Pedrosa, ele foi convidado a assumir a vice-presidência do polo industrial ACIBAM. E para que ele assumisse tal função, foi necessário, até mesmo, mudar o estatuto da associação, que previa apenas a presença de industriais em seu quadro diretivo.

Um dos motivos que levou Pedrosa a assumir a vice-presidência da entidade é o desafio duplo de, ao mesmo tempo, contribuir com o desenvolvimento das indústrias sediadas no polo, bem como atrair novos empresários para o local, e fomentar a geração de empregos na cidade. Para ele, é necessário apresentar condições favoráveis aos empreendedores, atiçando o interesse em investir no município e gerando, assim, novos postos de trabalho para a população.

Desta forma, desde que assumiu o cargo, Ronaldo vem dialogando com representantes de diversos setores, sejam eles públicos ou privados, para discutir quais seriam as melhores formas de atrair novas indústrias para Mauá. O empresário entende que o potencial da cidade, localizada em uma região privilegiada - cujo fácil acesso ao porto de Santos, ao aeroporto de Guarulhos, às principais rodovias do Estado e à própria capital paulista é um excelente atrativo - poderia ser melhor explorado com políticas que favoreçam a expansão das áreas industriais no município. E essa atuação tem estabelecido Pedrosa como um novo líder empresarial na cidade.

“Temos que focar nosso trabalho pensando naquilo que é melhor para o presente e para o futuro de Mauá. E por isso, acredito que seja preciso apoiar o empresário, o empreendedor que gera renda para o município. Nossa vontade sempre foi de que fossem geradas vagas para a população local e essa é a nossa meta”, encerrou.


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Revista Sucesso, edição 93

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